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ETERNOS COXAS

Quase três horas antes do jogo, entro no estádio com meu amigo, sempre vamos juntos, subimos a escada rumo ao segundo andar da Mauá. No final da escada uma imagem me marcou: um pai orgulhoso fotografava um filho sorridente, totalmente uniformizado e tendo como fundo o gramado e as Sociais. Essa imagem não me saí da cabeça.
Aquela é a imagem. O time não corresponde. Eu lembro do pai e do
garoto. O time perde. Na minha cabeça o pai e o garoto. Nem sei
se o garoto entendeu o resultado, mas os jogadores deveriam ter
visto aquela imagem.
Um ano depois entro pelo mesmo portão, subo a mesma escada e do
mesmo lugar apresento o Couto Pereira para a minha filha. Ela maravilhada,
os olhos brilhavam e eu como todo pai orgulhoso, estava feliz. Aquela
paixão que eu durante anos incutia na cabecinha da minha filha, se
tornava realidade. Eu lembrava que meu avô era torcedor do Coritiba,
meu pai um dia passou por isso me levando ao estádio, agora era a
minha vez, e um dia será a vez dela.
Exatos um ano depois. Eu e minha filha éramos a imagem. O time não correspondeu. Minha filha maravilhada com o Couto lotado. O time perdeu. Ela não entendeu direito o resultado, mas os jogadores deveriam ter visto o brilho nos olhos dela.
Vejo aquele pai e aquele filho. Eles vão sempre aos jogos. Minha filha sempre quer ir aos jogos. Não é que eles não entenderam o resultado, é que não importa o resultado, a paixão é maior, o Coritiba é maior.
Esta é a magia e a nossa missão, levarmos nossos filhos pela mão.
Estamos construindo "ETERNOS COXAS".
Odacir Pereira da Silva Júnior
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